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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Quem inventou a caixa-preta?

 
A caixa-preta revolucionou a aeronáutica.
Segundo as normas internacionais de aviação, as caixas-pretas são obrigatórias em todos os voos comerciais, já que registram os dados de viagem e são fundamentais na investigação de acidentes aéreos.
Graças a elas, nove em cada dez acidentes podem ser explicados. Por isso, há um enorme esforço nas buscas pela caixa-preta do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há um mês.
Assim como em outras invenções sofisticadas, a caixa-preta não tem um inventor único, mas o primeiro protótipo data de 1939 e foi desenhado pelo engenheiro francês François Hussenot.
Tratava-se de uma caixa rudimentar feita de filme fotográfico equipada com espelhos. Os sensores a bordo jogavam flashes em um filme fotográfico e, assim, o histórico do voo era gravado.
Ciente da importância de sua invenção, acredita-se que Hussenot escondeu a invenção do Exército alemão, enterrando-a perto de uma praia no Oceano Atlântico em junho de 1940.
A guerra aperfeiçoou a tecnologia, que foi estendida a voos comerciais de todo o mundo.
Depois da guerra, alguns dispositivos utilizavam fotografia e outros imprimiam os dados em bobinas de alumínio.

Áudio

Mas nenhum equipamento ainda gravava o áudio a bordo.
Por isso, a caixa-preta propriamente dita é obra do químico e engenheiro de aviação australiano David Warren. Em 1953, sua ajuda foi solicitada para esclarecer a causa de uma série de acidentes aéreos.
Especialistas tentavam entender por que vários aviões Comet tinham caído sem nenhuma explicação, o que colocou em dúvida o futuro dos voos comerciais.
Um ano depois, Warren propôs a instalação de um dispositivo de gravação da cabine do piloto. Em 1958, Warren produziu o protótipo da "Unidade de Memória de Voo".
Essa primeira versão era um pouco maior do que a mão de um adulto, mas capaz de gravar quatro horas de conversas de cabine e leituras dos controles. A versão de Warren gravava o áudio em uma bobina de aço magnetizada.
Para surpresa de Warren, o dispositivo foi inicialmente rejeitado pelas autoridades de aviação, que encontraram "pouco benefício direto e imediato a aeronaves civis", enquanto pilotos disseram que era um "Big Brother" de espionagem.
Quando Warren levou sua invenção ao Reino Unido, foi recebido com entusiasmo e, depois de uma reportagem da BBC, fabricantes começaram a interessar-se pelo dispositivo.
Enquanto isso, nos EUA já havia investigações sobre o aparelho e, em 1960, se davam os primeiros passos para fazer com que o dispositivo fosse obrigatório.
Em meados dos anos 1960, os gravadores de voo - de dados e de voz – tornaram-se obrigatórios para aviões comerciais.
Atualmente, computadores substituíram a fita magnética e os aparelhos podem gravar mais dados e têm maior probabilidade de sobreviver a um impacto.

Nem caixa, nem preta

A caixa-preta é, na verdade, dois dispositivos: o gravador de dados de voo do avião e de voz da cabine. Ambos são montados na cauda.
Ela não tem que ter o formato de uma caixa. De acordo com os regulamentos da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, o dispositivo pode ter uma variedade de formas - incluindo esferas e cilindros - desde que não seja muito pequeno, para que seja encontrado nos destroços do avião em caso de acidente.
Atualmente, todas as caixas-pretas têm de ser laranja para serem facilmente localizadas.
Uma possível explicação para a designação "preta" é que o dispositivo funcionava como uma câmera e, por isso, seu interior deveria ser totalmente escuro.
O nome "caixa-preta" poderia ter vindo também após um funcionário do governo britânico, em 1958, se referir ao aparelho usando a gíria da Segunda Guerra Mundial para os equipamentos de aeronaves.
Elas são feitas de materiais duráveis, como titânio, e isoladas para resistir a um impacto de choque muitas vezes superior à força da gravidade, a temperaturas acima de 1000 °C até 30 minutos e à imensa pressão do fundo do mar.
As medidas foram implantadas para garantir, em teoria, que investigadores de acidentes possam recuperar as gravações, compilar um quadro completo dos últimos momentos de um avião e, em seguida, explicar exatamente o que deu errado.

Quem inventou o elevador?

 
A história do elevador, se você defini-lo como uma plataforma que pode mover pessoas e objetos para cima e para baixo, é na verdade uma história bem longa. Elevadores rudimentares estiveram em uso na Roma antiga desde 336 a.C., e a primeira referência a eles remete a um que foi construído pelo talentoso Arquimedes.
Esses primeiros elevadores eram vagões abertos em vez de fechados, e consistiam de uma plataforma com molinetes que podiam permitir que a cabine se movesse verticalmente. Esses molinetes geralmente eram movidos manualmente, por pessoas ou animais, ainda que às vezes fossem usadas rodas d’água. Os romanos continuaram usando esses elevadores simples por muitos anos, normalmente para mover água, materiais de construção ou outros materiais pesados de um lugar para outro.
Os elevadores dedicados a passageiros foram criados no século 18, com um dos primeiros sendo usado pelo rei Luís XV em 1743. Ele construiu um elevador em Versailles que poderia carregá-lo de seus aposentos no primeiro andar até os aposentos de sua amante, no segundo andar. Esse elevador não era muito mais avançado tecnologicamente do que aqueles usados em Roma. Para fazê-lo trabalhar, homens a postos em uma chaminé puxavam as cordas. Eles chamavam aquilo de “cadeira voadora”.
Não foi antes de 1800 que a tecnologia dos elevadores começou a avançar de verdade. Para começar, elevadores não precisavam mais funcionar manualmente. Em 1823, dois arquitetos britânicos, Burton e Hormer, construíram uma “sala ascendente” a vapor para levar turistas até uma plataforma para terem uma visão de Londres. Muitos anos depois, a invenção foi expandida pelos arquitetos Frost e Stutt, que adicionaram um cinto e um contrapeso ao vapor.
Logo, sistemas hidráulicos começaram a ser criados também, usando a pressão da água para subir e descer a cabine do elevador. No entanto, isso não era prático em alguns casos; fossos tiveram que ser cavados abaixo do poço do elevador, para permitir que o pistão puxasse de volta. Quanto mais alto o elevador fosse, mais fundo o fosso deveria ser. Assim, isso não era uma opção viável para prédios altos em cidades grandes.
Então a despeito dos sistemas hidráulicos serem um pouco mais seguros do que os a vapor/cabo, os a vapor com cabos e contrapesos continuaram sendo usados. Eles tinham apenas um grande defeito: os cabos poderiam romper, e às vezes o faziam, o que causava a queda do elevador até o fundo do poço, matando passageiros e danificando materiais de construção ou outros itens que estivessem sendo transportados. Desnecessário dizer que ninguém estava ansioso para pegar esses elevadores perigosos, então nessa época elevadores de passageiros ainda eram uma novidade.
O homem que resolveu o problema da segurança dos elevadores, tornando possíveis os arranha-céus, foi Elisha Otis, que é conhecido como o inventor do elevador moderno. Em 1852, Otis apareceu com um design que tinha um “freio” de segurança. Caso os cabos rompessem, uma moldura de madeira no topo da cabine do elevador iria pular para fora e acertar as paredes do poço, parando o elevador no caminho.
O próprio Otis demonstrou o dispositivo, que ele chamava de “molinete de segurança”, na New York World’s Fair, em 1854, quando ele subiu em um elevador improvisado e pediu que cortassem as cordas. No lugar de despencar para a morte, como a audiência acreditou que ia acontecer, seu molinete de segurança saiu, segurando o elevador em um segundo. Desnecessário dizer que a multidão ficou impressionada.
Otis fundou sua própria companhia de elevadores, que instalou o primeiro elevador público em um edifício de Nova Iorque em 1874. A Otis Elevator Company é conhecida até hoje como a maior produtora de elevadores do mundo.
Enquanto o design do elevador com cabo permaneceu, muitos outros avanços foram feitos; o mais óbvio sendo que os elevadores agora utilizam eletricidade no lugar de vapor, uma mudança que começou a acontecer na década de 1880. O elevador elétrico foi patenteado por Alexander Miles em 1887, ainda que um tenha sido construído pelo inventor alemão Werner von Siemens em 1880.
O molinete de segurança de Otis também não foi o fim das inovações em segurança. Hoje, é praticamente impossível que um elevador despenque e mate seus passageiros. Agora existem múltiplos cabos de aço para segurar o peso do elevador, além de diferentes sistemas de freio que impedem que o elevador caia caso os cabos arrebentem de alguma forma. Se, a despeito disso tudo, o elevador cair, existem amortecedores no fundo do poço, tornando improvável que alguém morra e reduzindo as possibilidades de qualquer ferimento sério.
Bônus:
  • Elisha Otis não é considerado por todos como o inventor do elevador moderno. Outro homem, Otis Tufts, patenteou o projeto de um elevador com portas que abriam e fechavam automaticamente e bancos no interior da cabine. No entanto, o projeto de Tufts abandonava o típico sistema de cabos por conta dos problemas de segurança. No lugar deles, usava um caro e pouco prático sistema que subia a cabine do elevador por um parafuso gigante. Obviamente, isso seria caro demais para prédios altos. O projeto de Elisha Otis era muito mais simples (e próximo dos elevadores modernos), fácil de usar e menos caro de se fazer; por isso ele normalmente recebe os créditos e não Tufts. Ainda assim, a “Ferrovia Parafuso Vertical” foi instalada em alguns prédios em Nova Iorque e na Filadélfia.
  • O primeiro poço de elevador foi colocado em um prédio antes que Elisha Otis projetasse seu elevador seguro, movido a vapor. Isso foi feito em 1853, no edifício da Cooper Union Foundation em Nova Iorque. Peter Cooper sentia que os elevadores seriam aperfeiçoados e se tornariam seguros em algum ponto no futuro próximo, então os incluiu no projeto do edifício. Levou ainda um par de décadas, mas um elevador acabou sendo instalado no poço pela companhia de Elisha Otis.
  • Elisha Otis nasceu em uma família de fazendeiros em 1811, mas passou um longo período da infância no ferreiro, fascinado pelas ferramentas e fazendo coisas. Ele inventou algumas coisas para ajudar na fazenda, incluindo um sistema de elevação por polias. Em certo ponto, ele também trabalhou em uma fábrica de fazer camas e construiu uma máquina que aumentou significantemente a produção.
  • A corajosa demonstração da segurança do elevador de Otis na World Fair foi popularizada por Phineas Barnum, que também foi responsável pela popularização de frases como “jump on the bandwagon” (uma famosa expressão em inglês que significa algo como “seguir o comboio”, “ir com a maioria”.).
  • Otis Tufts também inventou a imprensa a vapor e o bate-estacas a vapor.

Quem inventou a Internet?

A Internet: Você ama-a, você precisa dela, você não pode viver sem ela. Mas quem a inventou?

Peritos em tecnologia citam várias agências governamentais - assim como um punhado de indivíduos - que desempenharam um papel fundamental na criação do que hoje conhecemos como a Internet.
Na década de 1930, o especialista em informações belga Paul Otlet foi o primeiro a pôr em prática ideias semelhantes às que estão por trás da Internet, quando ele escreveu sobre uma "Biblioteca Irradiada" que ligaria telespectadores ao conhecimento enciclopédico através de sinais de telefone.
Otlet também descreveu como as pessoas poderiam um dia usar essa "rede" para enviar mensagens de um utilizador para outro, partilhar arquivos e até mesmo reunir em centros sociais (pense no Facebook ou no Twitter).
No início de 1960, J.C.R. Licklider - um cientista da computação na empresa de tecnologia Bolt, Beranek and Newman (BBN) - formulou algumas ideias originais sobre a rede global numa série de memorandos, descrevendo uma "Rede Computacional Intergalática".
Essas ideias inovadoras levaram Licklider a ser diretor do Departamento de Defesa dos EUA, nomeadamente à Agência Darpa, na épica conhecida como Arpa (Advanced Research Projects Agency), o órgão do governo responsável pela criação de uma rede de partilhamento de computadores conhecida como ARPANET, o precursor da Internet de hoje.
Muitos dos pesquisadores que trabalharam na ARPANET fizeram contribuições significativas para a evolução da Internet, incluindo Leonard Kleinrock, inventor de comutação de pacotes (a tecnologia básica da Internet). 
Vinton Cerf e Robert Kahn inventaram o protocolo TCP/IP na década de 1970, e em 1972, Ray Tomlinson introduzu o e-mail de rede. [Livescience]

Quem inventou o paraquedas?

Ninguém menos que o célebre gênio italiano da Renascença, Leonardo da Vinci (1452-1519), pintor, arquiteto, escultor e cientista. Em 1483, ele idealizou um "protetor para quedas", feito de pano e com o formato de uma pirâmide, que serviu para estudar os princípios da aerodinâmica: ao aumentar a resistência ao ar, o objeto diminui a velocidade de queda de um corpo na atmosfera. Ainda assim, o paraquedas moderno só surgiu muito tempo depois, no final do século XVIII. A primeira pessoa a demonstrar sua utilização foi o francês Louis-Sébastien Lenormand (1757-1839), que, em 1783, saltou de uma árvore com dois guarda-sóis, um em cada mão. Outro francês, André-Jacques Garnerin (1796-1823) foi o primeiro homem a saltar de paraquedas - que, com sua lona de 7 metros de diâmetro, mais parecia um enorme guarda-chuva. Em 1797, ele amarrou essa estrutura num balão e saltou de uma altura de 1 000 metros no Parque Monceau, em Paris.
Projetado para salvar pessoas presas em prédios, o paraquedas acabou sendo mais utilizado pelos militares, principalmente na Segunda Guerra Mundial. Foram os alemães que tiraram o máximo proveito da invenção, usando-a para aterrissar tropas especiais, facilitar o suprimento de alimentos em locais inacessíveis e infiltrar agentes em território inimigo.

Quem inventou o espelho?


Durante milênios, olhar o próprio reflexo não era uma tarefa fácil. Não que as pessoas fossem especialmente feias: o problema era a escassez de bons espelhos. Felizmente, no século 19, a situação começou a mudar.
Em 1835, na Alemanha, o químico Justus von Liebig desenvolveu um método para aplicar uma fina camada de prata metálica sobre vidro, dando origem aos espelhos modernos. Com o passar das décadas, a técnica de von Liebig foi aperfeiçoada e se espalhou pelo mundo, e hoje há espelhos de incontáveis formatos e tamanhos.

Quem Inventou a Pasta de Dentes?

A mais antiga referência relacionada com qualquer mistura para a limpeza dos dentes aparece num manuscrito egípcio do século IV a.C.. Os ingredientes incluíam flores que seriam esmagadas em conjunto com pimenta, sal e folhas de menta. Desconhece-se como seria aplicado (talvez com panos) mas de certeza que o sabor não seria muito agradável.
Desde essa altura existiram outras fórmulas de cremes dentais. Alguns manuscritos revelam a existência de cremes dentais na América do século XVIII, feitos de pão queimado. Outros cremes dentais incluíam resina, alúmen e canela. Possivelmente uma variedade de ervas eram também empregues.
Durante o século XIX, a pasta de dentes tornou-se popular no Reino Unido. Era feita de sal ou giz. A história do creme dental indica que até mesmo carvão vegetal foi usado como pasta de dentes.
Mas a verdadeira pasta de dentes nasceu do engenho do dentista americano Dr. Washington Sheffield. Em 1850 desenvolveu um pó para limpar os dentes que se tornou muito popular entre seus pacientes. O seu filho, Lucius, que também era dentista, ajudou o pai a aperfeiçoar a fórmula, nascendo assim o Creme Dentifríco Dr. Sheffield, aquela que pode ser considerada a primeira pasta de dentes da humanidade.
Apesar disso, só em em 1892 é que a pasta de dentes do Dr. Sheffield começou a ter algum sucesso. O que contribuiu para isso foi a nova invenção do Dr. Washington Sheffield: um tubo flexível para o armazenamento da pasta de dentes.
Esta sensacional invenção foi aproveitada mais tarde pela Colgate & Company, que criou a sua marca de pasta de dentes e a lançou em 1896 com o nome de Colgate Ribbon Dental Cream.

Colgate Ribbon Dental Cream (1933 ad)
Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial o tubo de creme dental inventado por  Sheffield generalizou-se pela população. Chegando-se à década de 1950, os dentífricos de flúor tinham ganho ampla aceitação. A primeira pasta de dentes com flúor aprovada como clinicamente segura foi a Crest with Fluoristan produzida pela empresa Procter & Gamble em 1955.
Dessa altura até hoje pouco mudou. Existem agora dezenas de marcas disponíveis por todo o mundo e todas elas usam flúor, por ter sido provada a sua eficácia na  prevenção das cáries. Existem também pastas que ajudam a branquear os dentes e a dar melhor hálito, bem como diversos sabores e cores à escolha.
Apesar de ainda existirem alguns críticos que afirmam que a pasta dentífrica não é a melhor forma de higienizar e limpar os dentes, a verdade é que nas sociedades modernas ela já se tornou uma parte integrante da higiene pessoal.

Quem inventou as escovas de dente?


As escovas de dente que conhecemos hoje só foram criadas em 1939. Contudo, outras versões dos modelos atuais já eram utilizados há cerca de 3.000 anos a.C. Segundo alguns historiadores, certas civilizações antigas utilizavam finos "galhos de mastigação" após as refeições, esfregando as pequenas madeiras lentamente nos dentes para limpá-los. As escovas de dente com cerdas, semelhantes às que possuímos hoje, foram criadas na China, em 1498. As cerdas eram muito duras, feitas de cabelos grossos que eram extraídos de um tipo de porco chinês e fixadas em uma pequena estrutura constituída basicamente de bambu ou de ossos.


As cerdas de javali foram utilizadas em muitos países até 1938, quando os populares fios de nylon foram introduzidos no mercado pela empresa DuPont. A primeira dessas escovas foi batizada de "escova de dente milagrosa do Doutor Oeste". Porém, elas só ficaram realmente conhecidas após a Segunda Guerra Mundial, quando muitos soldados entraram em contato com os diferentes modelos e fizeram da higiene bucal um hábito, espalhando-o pelo mundo.